Professor regular que recebeu um laudo e não sabe o que fazer na segunda-feira, e coordenação que precisa cumprir a inclusão de verdade.

Plano de aula adaptado para aluno atípico, no formato do AEE

Gere um plano individualizado com objetivos realistas e adaptações de ensino, de material e de avaliação a partir do cadastro do próprio aluno — sem redigitar o perfil dele num chat.

O problema

Inclusão é obrigação legal (LBI 13.146/2015) e a escola particular de porte pequeno e médio cumpre mal por falta de gente: professor de AEE é escasso, a sala de recursos não escala e o professor regular recebe um PDF de laudo sem nenhuma tradução para prática de sala de aula. O que sobra é improviso, ou uma adaptação genérica copiada da internet que não tem relação com aquela criança. E quem tenta resolver com uma IA comum acaba colando nome e diagnóstico de uma criança num chat de terceiro.

Como funciona

  1. A escola registra o perfil uma vez

    O gestor marca o aluno como atípico e escreve as observações — características, barreiras, o que já funcionou e o que não funcionou. Laudos e relatórios podem ser anexados, e ficam num armazenamento privado, acessível só pelo servidor.

  2. Você pede o plano, sem redigitar nada

    O professor escolhe o aluno e gera. O insumo vem do cadastro, que já está sob as regras de isolamento da escola — o perfil não precisa ser recontado a cada pedido.

  3. O plano sai no formato que o AEE usa

    Síntese do perfil, objetivos de aprendizagem adaptados (o que é realista alcançar), estratégias de ensino, adaptações de atividades e materiais com exemplos de baixo custo, adaptações de avaliação, recursos de acessibilidade, rotina de mediação em sala e sinais de progresso a observar.

  4. O plano da turma também considera quem está nela

    Além do plano individual, o plano de ensino da turma sai com uma seção de adaptações por aluno atípico — a inclusão entra no planejamento regular, não numa pasta separada.

O que isto não faz

  • O nome do arquivo do laudo não é enviado à IA. Laudo costuma ser salvo como "Laudo <diagnóstico> <nome da criança>.pdf", e o nome do arquivo carrega a identificação e o diagnóstico juntos — vai apenas a quantidade de anexos.
  • O conteúdo do laudo é armazenado, não lido pela IA. A qualidade do plano depende diretamente do que o professor ou o gestor escreveu nas observações: observação vaga gera plano vago.
  • A plataforma não emite diagnóstico e é instruída a não inventar nenhum. Quando as observações são insuficientes, o plano diz o que precisa ser avaliado por um especialista.
  • O plano é insumo para o professor e não substitui avaliação de profissional habilitado, PEI formal nem o trabalho do AEE.

Perguntas

O nome e o diagnóstico da criança vão para a OpenAI?
Não. O nome não é enviado, e o texto do pedido é instruído a se referir sempre a "o aluno" ou "a aluna" e a não inventar um nome. O nome do arquivo do laudo também não vai — só a quantidade de anexos. O que segue são as observações pedagógicas escritas pela escola.
Serve para quais condições?
O plano é gerado a partir das características que a escola descreveu, não de uma lista fechada de diagnósticos. Isso vale tanto para aluno com laudo quanto para aluno com barreira de aprendizagem sem diagnóstico fechado.
Isso substitui o professor de AEE?
Não, e não é essa a proposta. Serve para o professor regular ter um ponto de partida concreto na segunda-feira, e para o AEE não começar do zero a cada aluno.